Gastromaniac

16 de março de 2010

Lenda do Chocolate / Chocolate Legend

Segundo a lenda do Popol Vuh, o livro sagrado dos maias, a primeira bebida à base de cacau tem origem divina, pois teria sido elaborada por um casal de míticos para o casamento sobrenatural do neto, o herói Hun Hunahpu, com uma virgem do Xibalba. Os senhores do Xibalba, o inferno maia, decapitaram o infeliz Hun Hunahpu e penduraram sua cabeça em uma árvore morta. Depois disso, miraculosamente, a árvore deu frutos: de acordo com o texto do Popol Vuh, eram cabeças, mas, segundo outras fontes, fruto do cacaueiro. A virgem teria então falado com o herói morto na árvore, que lhe cuspiu na mão, fecundando-a magicamente. A partir disso a bebida à base de cacau, servida quase sempre em cabeças, passou a fazer parte das negociações preliminares ao casamento.

O cacau Xibalba, associado à concepção realizada pelo divino Hun Hunahpu, também estava presente nos nascimentos do mundo terreno: os pequenos maias eram purificados, numa cerimônia semelhante ao batismo católico, com um galho molhado na água virgem de uma fonte, onde eram jogados flores e cacau. Como fruto nascido das profundezas do mundo subterrâneo e sinal de renascimento, o cacau acompanhava os mortos em sua viagem para o além: uma grande quantidade de vasos funerários gravados com o símbolo do cacau era colocada nas sepulturas dos antigos reis maias.

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According to the legend of the Popol Vuh, the sacred book of the Maya, the first beverage containing cocoa have divine origin, as had been developed by a couple of mythical supernatural for the wedding of their grandson, the hero Hunahpu Hun, with a virgin of Xibalba . The lords of Xibalba, the Mayan hell, decapitated the unfortunate Hunahpu Hun and hung his head in a dead tree. Then, miraculously, the tree bore fruit: according to the text of the Popol Vuh, was head, but, according to other sources, the fruit of the cacao tree. The virgin would have than spoken to the hero dead in the tree, he spat in her hand, fecundated her magically. From this the cocoa-based drink, served often in heads, became part of the negotiations preliminary to marriage.

The Xibalba cocoa, associated to the conception realized by the divine Hun Hunahpu, was also present at the birth of the world land: the small Mayan were purified in a ceremony similar to Catholic baptism, with a branch wetted in virgin water from a spring, where flowers were thrown and cocoa. As a result born of the deep underground world and a sign of rebirth, cocoa accompanied the dead on their journey to the beyond: a large number of funerary vases engraved with the symbol of cocoa were placed in the tombs of the ancient Mayan kings.

FONTE: Larousse do Chocolate, Pierre Hermé. www.larouse.com.br.

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